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quarta-feira, 7 de maio de 2008

RORAIMA: VERDADE OU MENTIRA?

SOBRE O POST DE 5/5/08


Comentário de Celso Luiz Borges de Oliveira

Gostaria de fazer alguns registros após ter lido o comentário do Celso Luiz, de quem, achei, havia recebido, as informações contidas no post de 5/5/08 (abaixo).

Inicialmente alguns esclarecimentos:
- recebi a referida mensagem em um grupo do qual faço parte;
- a mensagem foi veiculada por Augustus Cesar;
- o Augustus não é a mesma pessoa que o Celso Luiz, que, por sua vez, não é o autor da mensagem.

Pelo comentário, percebemos que a mensagem é de autoria anônima e que muito dissabor já causou ao Celso Luiz, o que lamentamos.


Site “quatrocantos”
O site “quatrocantos.com”, que trata, entre outras coisas, de “arquitetura online; pedras preciosas; campo formoso, capital brasileira da esmeralda; lendas e folclore da internet: as pulhas virtuais” etc., fala de outro “não-autor” da mesma mensagem “Silvio Malta Rangel Drummond”. Diz, inclusive, que existem, até, outras versões da mesma mensagem, além de tecer uma série de outras considerações relevantes

Site “pralmeida”
No site “pralmeida.org” (“textos relativos aos problemas brasileiros de desenvolvimento, à sua história econômica, à diplomacia brasileira e às relações internacionais, bem como aos processos de integração”...), percebemos que referida mensagem circula desde jun./2003, e vem passando de e-mail em e-mail, permanecendo incógnito o autor do post. Também neste site podemos acessar material a respeito do assunto, apesar de alguns links não estarem funcionando.

Verdades
Bom, em que pese a indeterminação da autoria, temos que admitir que há realmente um problema no Estado de Roraima. E que esse problema se refere a terra e sua posse.

Sem emitir minha opinião pessoal, o que fica claro é que existem pessoas públicas muito preocupadas com a questão e que, independentemente das possíveis inverdades, fatos sérios estão ocorrendo.

De que lado estão os bandidos e de qual estão os moçinhos, além do esperado bom-senso por parte dos nossos homens públicos, só podemos contar com a verdade revelada com o passar do tempo.

“Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas” - DUDPI

Texto na íntegra, clique abaixo:
http://www.cimi.org.br/pub/publicacoes/1191526307_Encarte299.pdf

A declaração foi aprovada pela ONU, em 13/9/07, subscrita integralmente pelo Brasil.

Ressalto a necessária correlação entre a DUDPI e a homologação de 1,7 milhões de hectares de terras do Estado de Roraima como Terra Indígena (TI), na reserva Raposa Serra do Sol, onde vivem 16 mil índios (média de 1 habitante por Km2).

Destaques da DUDPI:

- "Os indígenas têm direito à autodeterminação, de acordo com a lei internacional".

- "As nações devem respeitar as formas políticas, sociais e jurídicas de cada povo indígena".

- "Os indígenas terão livres estruturas políticas, econômicas e sociais, especialmente seus direitos a terras, territórios e recursos".

- "O Estado deve reconhecer a necessidade de desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas".

Fonte: http://www.observatoriosocial.org.br

terça-feira, 6 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

RORAIMA SEM RORAIMENSE

Não é só o conflito na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

O mais difícil de se encontrar em Roraima é roraimense: tem americano, japonês, francês... A identidade com a terra está se perdendo.

Em uma das poucas rodovias que existe em direção ao Brasil (Boa Vista-Manaus, 800 km aproximadamente) existe um trecho dentro da reserva Waimiri Atroari no qual só se passa entre 6 e 18 horas. Nas 12 horas restantes a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI) para que não sejam incomodados.
Detalhe: só não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos estrangeiros.

Em quase 90% dos territórios indígenas ninguém, exceto americanos, entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: pasmem (!), sem autorização da FUNAI, mas com autorização dos americanos, entra-se.


A maioria dos índios fala a língua nativa, o inglês ou o francês.
Detalhe: a maioria não fala português.

Na entrada de algumas reservas hasteiam bandeiras estrangeiras.

É comum encontrar americanos caçando borboletas, joaninhas e outros bichos para catalogá-los. Detalhe: um brasileiro que quiser constituir uma empresa de exportação de plantas e frutas típicas, medicinais, ou outros componentes naturais, pagará “royalties” a empresas estrangeiras que patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia.

O conceito de nação implica em soberania. Detalhe: as áreas demarcadas recebem o nome da nação indígena respectiva.
O que acontecerá se outra nação resolver “libertar” os índios brasileiros?

Os Estados Unidos estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próxima à fronteira brasileira, numa parceria com o governo colombiano. Objetivo? Combater o narcotráfico!
O Brasil mantém suas fronteiras abertas para as Guianas e a Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês.

Por que estrangeiros protegem tanto os índios brasileiros?
A resposta da gente do lugar é sempre e absolutamente a mesma: “porque as terras indígenas, além das riquezas animais e vegetais e da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério, e, as reservas do norte de Roraima e do Amazonas são ricas em petróleo.

O Brasil perderá a Amazônia?
A resposta de uma senhora simples, mas muito bem informada, vendedora de suco e água numa rodovia próxima de Mucajaí:
“Irão não minha filha. Tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa”.

Essas pessoas estão gritando por socorro e precisam ser ouvidas.

Informações recebida de Augustus César, doutorando da FEAGRI/UNICAMP. Mapas: www.rr.gov.br/cidadao.php?area=emedio