sexta-feira, 9 de maio de 2008

CÂMARA DOS DEPUTADOS VOTA FAVORAVELMENTE À EXTINÇÃO DO 13º SALÁRIO – ESCLARECIMENTOS

Recebi esta mensagem hoje de uma amiga:

DIVULGUÉM!!! Agora, enquanto isso, eles distraem a gente com referendos ridículos!!!!! E, nas votações, que realmente importam, não nos cabe participar????
Cadê os caras pintadas??? Povo que derruba presidente?????? Gente, é hora de acordar antes que seja tarde d+!!!!!!!!!! NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!!!!!! Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!!

Fim do 13º já foi aprovado na Câmara. Enquanto a gente se distrai com estas CPIs o(CASO ISABELA,ETC...)O Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem percebe...vejam essa: Fim do 13º já foi aprovado na Câmara (PT, PSTU)

Para conhecimento:
O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da CLT. Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado. Provavelmente será votado após as eleições, é claro! A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias (pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB. As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo de todo tipo que recebem, eles não cortam.

Conheçam os safados que votaram a favor deste Projeto em todo o Brasil e, por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos fortes nas próximas eleições: 01- INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL; 02- JOÃO PAULO - PT
03- JOSÉ VICENTE DE PAULA (VICENTINHO) –PT; 04- OSVALDO COELHO – PFL; 05- ARMANDO MONTEIRO-PMDB; 06- SALATIEL CARVALHO-PMDB; 07- PEDRO CORRÊA – PPB; 08- JOSE GENOINO - PT ; 09 -SEVERINO CAVALCANTE –PPB; 10- CLEMENTINO COELHO – PPS; 11- ANTONIO PALOCCI – PT; 13- JOSÉ MÚCIO MONTEIRO-PSDB.


Não se assustem.
É mais um boato que circula pela internet desde set./2006. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - DIAP, que emitiu nota a respeito:
"A proposição que mais se aproximava disso, o PL nº 5.483/01, enviado ao Congresso pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tinha por finalidade flexibilizar a CLT, mediante modificação no artigo 618, para permitir a prevalência do negociado sobre o legislado.
Ou seja, o projeto autorizava que a negociação coletiva pudesse reduzir ou eliminar direitos trabalhistas. Mas aquele projeto, que há havia sido aprovado na Câmara e aguardava votação conclusiva no Senado, foi retirado de tramitação pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva logo no primeiro ano do mandato."

quarta-feira, 7 de maio de 2008

RORAIMA: VERDADE OU MENTIRA?

SOBRE O POST DE 5/5/08


Comentário de Celso Luiz Borges de Oliveira

Gostaria de fazer alguns registros após ter lido o comentário do Celso Luiz, de quem, achei, havia recebido, as informações contidas no post de 5/5/08 (abaixo).

Inicialmente alguns esclarecimentos:
- recebi a referida mensagem em um grupo do qual faço parte;
- a mensagem foi veiculada por Augustus Cesar;
- o Augustus não é a mesma pessoa que o Celso Luiz, que, por sua vez, não é o autor da mensagem.

Pelo comentário, percebemos que a mensagem é de autoria anônima e que muito dissabor já causou ao Celso Luiz, o que lamentamos.


Site “quatrocantos”
O site “quatrocantos.com”, que trata, entre outras coisas, de “arquitetura online; pedras preciosas; campo formoso, capital brasileira da esmeralda; lendas e folclore da internet: as pulhas virtuais” etc., fala de outro “não-autor” da mesma mensagem “Silvio Malta Rangel Drummond”. Diz, inclusive, que existem, até, outras versões da mesma mensagem, além de tecer uma série de outras considerações relevantes

Site “pralmeida”
No site “pralmeida.org” (“textos relativos aos problemas brasileiros de desenvolvimento, à sua história econômica, à diplomacia brasileira e às relações internacionais, bem como aos processos de integração”...), percebemos que referida mensagem circula desde jun./2003, e vem passando de e-mail em e-mail, permanecendo incógnito o autor do post. Também neste site podemos acessar material a respeito do assunto, apesar de alguns links não estarem funcionando.

Verdades
Bom, em que pese a indeterminação da autoria, temos que admitir que há realmente um problema no Estado de Roraima. E que esse problema se refere a terra e sua posse.

Sem emitir minha opinião pessoal, o que fica claro é que existem pessoas públicas muito preocupadas com a questão e que, independentemente das possíveis inverdades, fatos sérios estão ocorrendo.

De que lado estão os bandidos e de qual estão os moçinhos, além do esperado bom-senso por parte dos nossos homens públicos, só podemos contar com a verdade revelada com o passar do tempo.

“Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas” - DUDPI

Texto na íntegra, clique abaixo:
http://www.cimi.org.br/pub/publicacoes/1191526307_Encarte299.pdf

A declaração foi aprovada pela ONU, em 13/9/07, subscrita integralmente pelo Brasil.

Ressalto a necessária correlação entre a DUDPI e a homologação de 1,7 milhões de hectares de terras do Estado de Roraima como Terra Indígena (TI), na reserva Raposa Serra do Sol, onde vivem 16 mil índios (média de 1 habitante por Km2).

Destaques da DUDPI:

- "Os indígenas têm direito à autodeterminação, de acordo com a lei internacional".

- "As nações devem respeitar as formas políticas, sociais e jurídicas de cada povo indígena".

- "Os indígenas terão livres estruturas políticas, econômicas e sociais, especialmente seus direitos a terras, territórios e recursos".

- "O Estado deve reconhecer a necessidade de desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas".

Fonte: http://www.observatoriosocial.org.br

terça-feira, 6 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

RORAIMA SEM RORAIMENSE

Não é só o conflito na Terra Indígena Raposa Serra do Sol

O mais difícil de se encontrar em Roraima é roraimense: tem americano, japonês, francês... A identidade com a terra está se perdendo.

Em uma das poucas rodovias que existe em direção ao Brasil (Boa Vista-Manaus, 800 km aproximadamente) existe um trecho dentro da reserva Waimiri Atroari no qual só se passa entre 6 e 18 horas. Nas 12 horas restantes a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI) para que não sejam incomodados.
Detalhe: só não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos estrangeiros.

Em quase 90% dos territórios indígenas ninguém, exceto americanos, entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: pasmem (!), sem autorização da FUNAI, mas com autorização dos americanos, entra-se.


A maioria dos índios fala a língua nativa, o inglês ou o francês.
Detalhe: a maioria não fala português.

Na entrada de algumas reservas hasteiam bandeiras estrangeiras.

É comum encontrar americanos caçando borboletas, joaninhas e outros bichos para catalogá-los. Detalhe: um brasileiro que quiser constituir uma empresa de exportação de plantas e frutas típicas, medicinais, ou outros componentes naturais, pagará “royalties” a empresas estrangeiras que patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia.

O conceito de nação implica em soberania. Detalhe: as áreas demarcadas recebem o nome da nação indígena respectiva.
O que acontecerá se outra nação resolver “libertar” os índios brasileiros?

Os Estados Unidos estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próxima à fronteira brasileira, numa parceria com o governo colombiano. Objetivo? Combater o narcotráfico!
O Brasil mantém suas fronteiras abertas para as Guianas e a Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês.

Por que estrangeiros protegem tanto os índios brasileiros?
A resposta da gente do lugar é sempre e absolutamente a mesma: “porque as terras indígenas, além das riquezas animais e vegetais e da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério, e, as reservas do norte de Roraima e do Amazonas são ricas em petróleo.

O Brasil perderá a Amazônia?
A resposta de uma senhora simples, mas muito bem informada, vendedora de suco e água numa rodovia próxima de Mucajaí:
“Irão não minha filha. Tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa”.

Essas pessoas estão gritando por socorro e precisam ser ouvidas.

Informações recebida de Augustus César, doutorando da FEAGRI/UNICAMP. Mapas: www.rr.gov.br/cidadao.php?area=emedio